


Anita O'Day (18 de outubro de 1919, Los Angeles) começou a cantar ainda menina e logo conheceu o sucesso, ao lado do baterista Gene Krupa.
Loiríssima, atrevida, maliciosa, divertida, quase agressiva: "A Jezebel do Jazz". Sua voz marcante, rouca, foi danificada por uma cirurgia na infância que lhe extraiu a úvula (o "sininho" da garganta) e lhe rendeu uma dificuldade para segurar notas longas e fazer uso do vibrato, efeito usado exemplarmente por todas as grandes cantoras de jazz de seu tempo. Essa adversidade foi sabiamente transposta com uma avalanche de notas curtas encadeadas com grande inteligência rítimica e melódica que caracterizam seu grande estilo. Diga-se: quando ela estava em boas condições vocais, os vibratos saiam, sim! E ela cantava notas longas, sim! A despeito de toda sua "porralouquice", teve uma longa carreira até sua morte em 2006.
Miss O'Day ao ar livre e à luz do sol incendiou o Festival de Newport em 1958:
Aqui temos uma coleção imperdível de 9 CD’s, com todo o seu material pela Verve.





