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terça-feira, 22 de junho de 2010

Sarah Vaughan - The Duke Ellington Songbook Vol 1 e 2


Songbook da "divina" Sarah sobre composições de Duke Ellington.

Volume 1
Volume 2

Na foto abaixo, Sarah ao lado de Louis Armstrong e Billie Holiday:

domingo, 31 de janeiro de 2010

Sarah Live Tivoli 1963 & Ella Live Berlin 1960

Ella e Sarah
O jazz faz-se pela improvisação e nada mais empolgante que um show de jazz ao vivo. Trago dois extraordinários registros de duas grandes cantoras americanas na Europa: Ella em Berlin e Sarah em Copenhagen.
Sarah Vaughan (27 de março de 1924), The Divine Sassie, começou a estudar piano e cantar no coral da igreja aos 7 anos e adolescente já se apresentava em clubes de Newark como pianista. Assistia a shows de jazz em New York e numa noite de 1943 ela tomou coragem e se inscreveu como cantora num concurso do Apollo Theater, no Harlem. Ela ganhou o primeiro prêmio com direito a uma semana de apresentações no teatro, durante a qual conheceu Billy Eckstine e Earl Hines e iniciou sua carreira. Nas orquestra de Hines e Eckstine teve contato com músicos geniais no início do bebop como Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Miles Davis e Dexter Gordon.
Sua carreira solo, a partir de 1945, teve impulso com a aproximação do trompetista George Treadwell que cuidava da sua direção musical e cênica, além de incentivar uma bela mudança no visual da cantora. Eles se casaram em 1946 e ela logo assinou contrato com a Columbia Records, com grande sucesso popular . Em 1953 ela se transferiu para a Mercury Records, onde encontrou liberdade para fazer trabalhos de cunho mais jazzísticos, tornando-se uma das mais importantes cantoras de todos os tempos.

Em 1963, após uma breve passagem pela Roulette Records, de volta à Mercury, seguiu para a Dinamarca com o produtor Quincy Jones, onde gravaram este belo trabalho, 2 horas de música em 4 apresentações no Tivoli. A riqueza de suas interpretações e nuances vocais emocionam. Uma cantora de nível técnico praticamente inalcançável.

O disco de Ella é um dos mais impressionantes registros ao vivo que eu conheço. Ela estava inspiradíssima neste concerto em Berlin, 1960. O repertório é excepcional do início ao fim, com grandes sucessos dela como “How High the Moon”(com citação de “Omithology” de Charlie Parker no fantástico scat), “Summertime”e “That Old Black Magic”. Também a divertida e apimentada “Lorelei” dos irmãos Gershwin e uma inesquecível “Mack the Knife” de Brecht & Kurt Weil, em que ela esquece a letra no meio da apresentação e continua cantando, improvisando o texto com muito bom humor. Não sei se ela realmente esqueceu a letra, ou se foi “armado” durante os ensaios, mas de qualquer forma é GENIAL!!


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sarah Vaughan & Billy Eckstine - The Irving Berlin Song Book - Passing Strangers

Este clássico de 1957 traz duas das mais extraordinárias vozes do século XX, cantando exclusivamente Irving Berlin.
Um graaaande disco!

Belly Eckstine era cantor, trompetista e bandleader, nasceu em Pittsburgh, Pensylvania, no dia 8 de julho de 1914. Com o tempo sua carreira tendeu para o romantismo comercial, explorando a viril sensualidade natural de seu timbre. Mas era um cantor de grande talento, com uma voz plena e inconfundível.
Sarah Vaughan, nascida em Newark, New Jersey, no dia 27 de março de 1924, foi certamente uma das maiores cantoras de todos os tempos. Sua voz robusta e intensa, de inacreditável habilidade para explorar timbres e ressonâncias, tinha grande extensão, especialmente para a região grave. Usava a voz como um músico de jazz usa seu instrumento para improvisar, com altíssimo nível musical e técnico. Logo no começo de sua carreira era contratada da big band de Billy Eckstine.
Irving Berlin, um dos mais importantes compositores da musica americana de todos os tempos, ironicamente nasceu  na Siberia, Rússia, em 11 de maio de 1888. Apesar de nunca ter estudado, compunha letra e música de suas canções (mais de 3.000 em um século de vida). Como a foto abaixo mostra, diz-se que ele restringia-se às teclas pretas do piano para compor. Um homem de talento excepcional, cujas canções marcaram a América e o mundo para sempre.